Meu Anjo Negro

Me diga o que realmente significa a palavra amor, minha mãe vivia me dizendo que o amor não se explica se sente com o coração e se entende com a mente mas ela dizia que estava tudo bem também e que não era para me preocupar com nada que tudo se acertaria com o tempo, era apenas uma gripe, a gripe que se tornou uma peneumunia, uma anemia e um cancêr cerebral que se espalhou pelo corpo e levou-a de nós.

-Nicolas?NICOLAS!!!!

Dou um pulo meio que assustado com os berros que me fizeram acordar, e me agarro na poltrona, olho para a Jasmin que esta mostrando todos os dentes que ainda contem na boquinha dela.

-Nicolas, acorde chegamos, anda…anda!!

Ela me puxa para fora do avião, ando com uma mão esfregando os olhos e a outra sendo puxada, ja fazia um tempo que não via ela sorrir dessa maneira, então decidi deixar de lado por um tempo esse lance todo que ocorreu comigo e meu pai.

Ao pegar as malas dou a mão para a Jas e vamos atras de um taxi, não havia taxi disponivel então sentamos um pouco no banco do lado de fora do aeroporto, não estava um tempo frio mas o banco estava congelado, logo depois percebi que alguem havia derramado algo naquele banco, estava tão irritado com tudo que estava acontecendo aquele mês que nem me dei o trabalho de me extressar com aquilo.

Entrei no taxi coloquei o cinto na jass ela sorriu abrançando aquele elefante fedido dela que ela nunca deixava niguem tocar, peguei o meu celular para ver o endereço da casa do Cardoso ou melhor da casa de meu pai.

-Rua Nessi de camoes, casa 65 .

Demorou cerca de uma hora e meia da rodoviaria até o centro e mais meia hora até a casa, perebi que Standlin era uma cidade pequena cuja qual tinha uma capital gigantesca, quando percebi o taxi desacelerando notei a casa. Media com uma varanda enorme na frente.

-Olha quem chegaram!!!

Vejo meu pai sainda da casa com um sorriso de orelha a orelha, Jas sai correndo e pulo em seus braços e começa a dagalerar sobre a viagem, fiquei comovido com a cena, sei que foi dificil para ela ter que se mudar e saber que a mamãe nunca mais voltará.

-Oi meu filho, como foi a viagem?

-Normal pai, não se preocupe ja estamos aqui não estamos!

Ele abaixa a cabeça, então sente a jas apertar a mão dele, ele a puxa em direção da casa falando sobre o quarto que fez so para ela, e como ele estava feliz que eu e ela estivessemos juntos a ele novamente.

Pago o motorista do taxi e vou até a casa, dou uma olhada na rua,e respiro fundo antes de entrar, tentando devolver aos meus pulmoes todo o ar que soltou com por todo sufuco que deve que passar, não era hora de olhar para trás disse a mim mesmo, era de recomeçar. Ou viria para ca ou para o orfanato onde provavelmente separariam-me de minha irmã então ..

Irreal - Fim

-Não sei como vim parar aqui, não sei o que faço aqui, so sei que tudo que falei e vivi foi real cada frase, meu doce amor, minha vizinha tudo todas as palavras.

Todos da reunião de auto ajuda do manicômio me olharam como se realmente me compreendesem, eu não esta louco. Fui andando para a fila, esperei para tomar os remedios para evitar a ira, entrei no quarto deite e fechei os olhos.

Me sinto bem, não fazendo o bem. O que minha mente pertubada está me revelando agora? Meus pensamentos estão girando em torno de algo proibido, algo que me sinto tão tentado a conquistar .O que a de errado comigo quando se trata de sentimentos?! Me diga se devo parar e ir pois, meu desejo é ficar onde os meus desejos me satisfazem. 

Meus dias foram contados ao seu lado como se fosse algo programado.Talvez já não contenha mais um coração, talvez nunca tenha contido um. O mundo me faz acreditar de mais na realidade, esquecendo do mundo em que vive em meus sonhos e que sei que desejo estar, Onde meu coração ficou ao acordar.

Será que um dia você vai ser real? Eu nunca desejei tanto um beijo quanto os seus, foi um sonho mais tudo me pareceu tão real. Eu via em seus olhos chamas cuja qual não me fazia queimar e sim admirar, seu sorriso me paralisava. Meu caminho pode não ser junto ao seu, mais deixo você ir na frente assim ao seguir o caminho que deixa a junto flores que caem ao ver sua beleza.

So me prometa sonho meu, que não esquecerá meu rosto, e que me visitara sempre em meus sonhos pois uma noite sem você sera como uma noite sem a lua, escura sombria e fria. Caio no mais profundo sono, me chamem de louco mas é nos meus sonhos que vivo a minha realidade.

Parte 2- Irreal

Surpreendido com quem estava diante de mim, paralisei. Uma ruiva de pele pálida e olhos negros me encarava, porém o que eu mais reparava – não tinha como não reparar – era na roupa de couro que ela estava vestindo, super justo, parecendo àquelas motociclistas de filme de Hollywood.  Não tinha ar de pessoa má, mas algo nela me dava medo. Essa é Hellena, uma vizinha que, antes de conhecer Rhavenna, eu paquerava todos os dias quando a via saindo de sua casa para ir ao trabalho. Mas por que ela está aqui em casa?

- Calma Helio, – da um sorrisinho de lado - só vim entregar a correspondência para sua mãe. Entregaram na minha casa por engano.

Gaguejei um pouco para responder

- N-não é isso, só me surpreendi. – digo cabisbaixo de vergonha

Ela olha para mim e sorri. Nesse exato momento levanto a cabeça e fico hipnotizado. Aquele olhar realmente me deixou desconcertado.

-Bom acho que já vou indo. Boa Noite para vocês.

-Que isso, não quer nem ficar para o jantar? – pergunta minha mãe toda solista

-Não não, tenho um compromisso. – sorri educadamente.

-Se é assim, tudo bem – minha mãe sorri de volta – Mas sempre estará convidada para vir aqui, lembre-se disso.

-Não vou esquecer – ela da um sorriso em direção a minha mãe e uma disfarçada piscada para mim. – Adeus. – sai andando em direção a porta.

Novamente fico envergonhado e torcendo para que vá embora logo. Sempre fico sem jeito na frente de garotas lindas como ela.

Assim que ela saiu, fui logo pergunta para minha mãe:

-Por que convidou ela? A senhora nem a conhece direito.

-Ela quem filho? Não vi ninguém hoje. – Não entendendo uma palavra do que eu estava falando.

-Como não? A Hellena acabou de sair daqui e a senhora ficou insistindo para que ela ficasse.- disse inconformado

-Quem é Hellena? Nunca vi essa pessoa.

Olho nos olhos dela e realmente não acredito no que acabo de ouvir.

-Como não?? Ela é nossa vi…zi…nha… – Quando apontei para o casarão antigo que era do nosso vizinho, pai de Hellena, ele não estava mais lá, juntamente com o carro da garota e a própria garota. Eu mesmo mal consegui acreditar.

 Subi para o quarto novamente. Deitei na cama.

Como isso poderia ter acontecido? Tudo sumir de uma hora para outra? Sem explicação nenhuma? Meu cérebro mal tinha condições para pensar e raciocinar tudo o que havia acontecido naqueles poucos minutos.

Fechei os olhos e tentei realmente pensar em uma coisa de cada vez. Esvaziei a mente e tentei unir os fatos com alguma lógica, mesmo que seja mínima, apenas para me livrar de uma parte da confusão que se envolvera meu cérebro.

Primeira pergunta: Como ela sabia meu nome, sendo que nunca falei com ela? Bom, poderia ser que ela ouviu alguém me chamando ou algo do tipo. Estava pouco convencido disso, pois quase ninguém passa na minha rua, mas levei em consideração. Uma explicação já foi.

Segunda pergunta: Por que minha mãe estava sendo tão gentil com Hellena, sendo que minha mãe nunca foi muito com a cara dela e muito menos com a família dela? Ela agia tão estranho quando estavam juntas que parecia que estava sendo manipulada, hipnotizada ou algo do tipo. Nisso não conseguia achar a uma lógica descente.

E o nó foi dado novamente na minha cabeça, como tudo pode sumir? Como num passe de mágica? Resolvi dormir, já que amanhã teria varias coisas na escola. Provas, trabalhos e tudo mais.

Na manhã seguinte, segui minha rotina normalmente. Esperei Apollo como sempre ir me buscar. Vi seu carro apontando na esquina. Olhei na direção da casa desaparecida e de fato, o que havia ali não era nada mais que um terreno baldio, mas o mais estranho é que parecia abandonado a anos.

 Apollo parou o carro e eu entrei. Perguntei para ele se ele sabe para onde foi a família de Hellena, então me olhou de um jeito estranho e simplesmente me respondeu:

-Que vizinha? Que Hellena? Você e sua mãe nunca tiveram vizinhos, esse terrenos sempre foi baldio.

Depois do que ele me disse, apenas olhei para frente, através do parabrisa molhado do carro.

Cheguei e procurei por Rhavenna, queria muito vê-la novamente. Admirar-lhe sua beleza. Entrei na classe encima da hora. O professor já estava na sala e começando a chamada. Pedi licença e entrei. Rhavenna não estava na sala. Meus olhos percorreram pela sala toda e nada. Apollo entrou um pouco depois de mim, pois ainda tinha que colocar o uniforme que estava na mochila. Quando sentou do meu lado, logo fui perguntar:

-Você não viu a Rhavenna por ai?

-Rhavenna? Quem é Rhavenna? Eu hein cara, primeiro vê uma vizinha que nunca teve e agora imagina uma aluna que não existe? O que está acontecendo com você?

Afundei na carteira e simplesmente falei:

-Não sei. – Juro que Hellena existe e morava a anos do meu lado e Rhavenna era minha parceira nos trabalhos de inglês. Como tudo pode ter mudado da noite para o dia? Acho que estou ficando louco…

Irreal

Era uma noite como qualquer outra noite de inverno, caia a neve tão branca quanto a luz da lua q refletia em seus olhos negros me fazendo lembrar que ainda estava vivo, me passando um alivio que só seu olhar me passava. Lembrava da noite em que nos conhecemos era uma noite assim a neve caia em seus longos  cabelos que  os deixavam branco e molhado                     

Na manha desse dia tinha acordado descido tarde, estava tão frio que nem mesmo queria me levantar da cama, porém naquele dia algo me dizia para levantar dizia que o dia seria diferente e eu acabei caindo nessa. Então levantei da cama foi para a cozinha tomar o café da manhã, arrumei para ir a escola, eu morava com minha mãe em uma casa com estrutura antiga na cidade de  Denver capital do Colorado era um lugar agradável de se viver , tomei  meu café e então minha mãe me levou para a escola. Eu estava no 3° ano tinha 16 anos e me chamo Helio .

A primeira aula era inglês uma das piores aulas, meu professor Wilson era um daqueles que seguia ao pé da letra todas as regras e não aceitava brincadeiras em suas aula , ao entrar na sala encontrei meu melhor amigo o Apollo , conhecia ele desde a minha infância , ele era do tipo atlético era alto com entorno de 1,97 , tinha cabelos escuros , curtos porem lisos , seus olhos eram azuis , ao contrario de mim que não era tão alto tinha 1,75 , meus cabelos eram encaracolados , em um  tom de castanho claro , meus olhos parecem que tem vida própria ele que decidia se ficava azul ou verde agua , como de costume sentamos nas ultimas carteiras e como uma luz que cega-nos repentinamente eu a vi  cabelos longos caídos ao redor da cintura, pela branca,algo que era belo ao percebe-la corar diante de todos seu nome era  Rhavenna.

Ela entrou na sala se apresentou e se sentou ao meu lado, impossível não admira-la. Observando-a por um instante algo nela me chamava atenção , então o professor decidiu passar atividade em dupla porem ele quem escolheu as duplas. Logo eu e Apollo questionamos pois sempre fazíamos os trabalhos juntos , o professor então disse que seria bom fazer novas amizades , Apollo ficou com raiva da decisão do professor , eu ri a enquanto ele tentava achar novos verbos para insulta-lo foi quanto ouvi o nome de minha dupla.

Ao sentir o olhar de todos sobre mim enquanto caminhava até ela, não consegui tirar os olhos do sorriso que ela dava ao me ver sentar ao lado dela, eu conseguia ver seus lábios se mexendo mas não ouvia nada que ela me dizia eu estava completamente hipnotizado por ela, seu rosto formava uma maça por causa de suas bochechas, seus olhos castanhos mel que quando ela olhava para luz ficavam dourados me fazendo rir, isso tudo era irreal era tão PERFEITAMENTE IRREAL.

Ao perceber o silencio vi que meu ultimo pensamento foi falado em voz alta e clara e na mesma hora sentir meu rosto queimar de vergonha. Durante o trabalho de entrevista percebi que ela não tinha nada haver comigo e isso me deixava mais interessado nela, seu modo de ver o mundo seu jeito de não ter jeito me fazia sorrir. Felizmente não conseguimos terminar o trabalho em sala e marcamos de nos encontrar no dia seguinte no Café do Bob´s .

Ao sair da escola Apollo logo veio com as perguntas altas e claras.

-E então Romeu, já conheceu sua Julieta?

Todos nos olhavam no estacionamento enquanto me dirigia ao carro dele, vi o sorriso sarcástico dele em cada palavra que se dirigia a mim. O caminho até em casa foi relacionado aos meus 60 minutos com a Rhavenna, os minutos mais felizes que já tive naquela escola.

A noite caiu e vi o pequeno Pegasus entrar pela janela de meu quarto, ele nunca se atrasa disse a mim mesmo enquanto me dirigia para janela para pegar o gato preto que estava a me esperar, quanto escuto uma voz, uma linda voz em minha sala de estar, desço as escadas com o gato na mão e apenas vejo minha mãe .

-Ei mãe o que, ou melhor quem estava aqui?

Minha mãe vira os olhos sorri e sai andando bem devagar cantando a musica tema do bob dylan o show.

-Muito bom de ver também meu filho, estou bem obrigada por se preocupar.

Como sempre irônica por mais que amasse minha mãe e me preocupasse com ela aquela voz me paralisou e queria saber de quem era - Desculpe mãe, só queria saber .

Antes que eu pudesse terminar ela entrou pela porta da cozinha não consegui pronunciar seu nome nem me mexer ou muito menos respirar -O QUE VOCÊ FAZ AQUI?

 

Tumulo

Me sinto bem, não fazendo o bem. O que minha mente perturbada está me revelando agora? Meus pensamentos estão girando em torno de algo proibido, algo que me sinto tão tentada a conquistar .

O que a de errado comigo quando se trata de sentimentos?! Me diga se devo parar e ir pois, meu desejo é ficar onde os meus desejos me satisfazem.  Realmente achei que eu estava errada estava culpada, mas meu “camarada” se para você eu sou sempre a errada nunca a desejada, então nunca gostei tanto na vida de ser um passado para você !

Meus dias foram contados ao seu lado como se fosse algo programado, mas agora estou começando a contar flores que encontro no caminho invés de números, pois enquanto para você a beleza e perfeição vale mais que os sentimentos, estarei pegando as flores e guardando para seu tumulo de ignorância !

Talvez já não contenha mais um coração, talvez nunca tenha contido um. O mundo lhe faz acreditar de mais na realidade, esquecendo do mundo em que vive em seus sonhos e que sei que deseja estar, mas o medo que seus pensamentos impõe sobre você lhe impede de chegar a mim!